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sábado, 9 de janeiro de 2010

Acidente com bancada do circo Chen

Eu não vos tinha dito?

Uma bancada do Circo Chen, que está instalado junto ao Parque das Nações, em Lisboa, caiu esta tarde depois de alguém ter retirado os travamentos. O deslizamento da bancada provocou o pânico entre as cerca de mil pessoas que se preparavam para assistir a mais um espectáculo e ainda 21 feridos ligeiros, muitos deles apenas com escoriações."in RTP

É daquelas coisas que estão à espera de acontecer...

- BL

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O circo Ch(o)en(é)

Ok, o titulo é complicado, já sei… refiro-me à “chonice” do circo Chen.

Fazendo aqui um parêntesis, para mim, a ida ao circo sempre foi uma festa especial, pois era nessa altura que recebia o presente de Natal da empresa onde a minha Mãe trabalha, sombrinhas_chocolate_regina_01_1254157164 (e ainda recebia uma caixa com aqueles chocolates da Regina, uns de sombrinha e outros com sabores a fruta, que até hoje acho que não comi melhores!) O circo era sempre no Campo Pequeno, e tinha uma bela dimensão. É verdade que quando somos pequenos, tudo nos parece grande, mas julgo ter a certeza que era de facto uma coisa em grande.

Bom, voltando ao assunto em questão, ontem fomos ao circo, por oferta da empresa onde a R. trabalha. Só não fomos os quatro, porque infelizmente, o A. está novamente constipado e como estava muito frio, optámos por deixá-lo com os Avós.

No ano passado também fomos ao circo, mas através da empresa da minha Mãe, e a coisa não foi famosa… desta vez, pensávamos que como se tratava do circo Chen, valeria a pena.

Lá chegados, ficámos com a ideia de que o circo deveria ser enorme, tal era o tamanho das tendas que o preenchiam, mas assim que entrámos no recinto tirámos logo essa ideia da cabeça.

Enfim, sentámo-nos numas ripas de madeira, uma vez que já não havia cadeiras, e tememos pela nossa vida, não fossemos a qualquer momento enfiarmo-nos pelo espaço entre o degrau e a ripa. Por causa das coisas, o D. ficou o espectáculo todo ao meu colo.

O espectáculo começou com a entrada em pista dos tigres siberianos, que tudo faziam para não obedecer à domadora. A seguir veio um palhaço entreter a plateia enquanto desmanchavam a jaula. De todos, ainda foi o que se escapou… A seguir veio uma mono ciclista, depois uns ginastas que fizeram um ou outro número engraçado, os malabaristas falharam várias vezes, e pouco depois chegou o intervalo para preparação da pista para a chegada dos trapezistas. No intervalo, aproveitaram-se para sacar mais um dinheirito ao pessoal, algodão doce, pipocas, uma volta à pista num pónei e finalmente um senhor que andava a vender queijadas de Sintra, enviando perdigotos a toda a sua volta.

Após o intervalo, lá vieram os trapezistas que deram 3,4 saltos e terminaram a sua actuação. Ainda por cima, um dos saltos saiu-lhes ao lado… depois vieram uns gajos com uns tabores e tal… e já nesta altura estava o D. a pedir para ir para casa. Bom, ainda vimos outro espectáculo degradante… o da família “bicicleta” e assim que entrou um outro palhaço (que só o era porque estava pintado) acabámos por sair!

Eu não sei se existe outro tipo de espectáculo para quem vai assistir ao circo, pagando bilhete, e se estas sessões são assim só porque servem o meio empresarial… Se assim fôr, ainda aceito, apesar de não me apanharem lá da próxima vez.

Gostava que me dissessem, pois aquela ideia de espectáculo e grandiosidade que eu tinha do circo, desvaneceu-se…

- BL

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Circo no Coliseu dos Recreios

No passado sábado fomos ao Circo, no coliseu dos Recreios, pois a minha Mãe arranjou-nos uns convites da festa de Natal da empresa. Seria a primeira vez que o D. ia assistir a este espectáculo e eu e a R. interrogava-mo-nos sobre como é que ele iria reagir. Será que ia gostar, será que se ia comportar bem, será que iria ter medo de algum animal?

Antes de entrarmos, dei por mim a pensar noutros tempos em que eu era pequenito e ia ao Circo com os meus Pais e com o meu irmão. Eram as festas de Natal oferecidas pela empresa onde minha Mãe trabalha. Recebíamos prendas, um saquinho com guloseimas entre as quais as célebres sombrinhas de chocolate da Regina e chocolates de fruta da Triunfo, que eram do melhor! Até hoje não encontrei nada igual.
O circo em si era bom, e, das várias actuações, as que mais me ficavam na retina eram as dos leões e dos tigres, assim como as dos trapezistas.

Por isto tudo estava ansioso pelo show. Chovia copiosamente, e para estacionar o carro foi necessário dar uma data de voltas ao Rossio, Restauradores e Avenida da Liberdade. Acabámos por conseguir lugar a meio desta avenida e depois foi agarrar no D. e levá-lo ao colo até ao recinto do espectáculo.
Quando entrámos estava a acabar a actuação duma equilibrista, que foi seguida da primeira entrada do palhaço “Batatolas”. Até aqui nada a dizer, parecia ser uma actuação normal. O problema foi quando comecei a notar um certo padrão nas várias actuações. Parecia que estava a assistir a uma demonstração, ou seja, fizeram-me crer que aquilo era uma pequena amostra do que eles fariam num espectáculo dito normal. Os números eram muito curtos, sem imaginação alguma e os animais denotavam toda esta falta de alma. Os leões marinhos ainda se safaram, mas o elefante… bom, coitado, cada vez mais acredito que o lugar deles não é estar ali. A actuação dos trapezistas foi das melhores, e o D. segui-os sem piscar olho, em todos os seus movimentos. Acho que foi o número que ele mais gostou.

O que dizer dos palhaços que vieram fechar o espectáculo? Não tinham piada alguma, os sketches eram mais velhos que a Sé de Braga e não me baseio apenas na minha opinião, bastou olhar para o D. e ver a sua reacção.

Foi triste sair de lá desta maneira, depois de ter colocado as expectativas lá no alto. Ainda fico mais triste porque o D. não se apercebeu da magia, daquela mística do Circo que nos transporta para uma ilha de fantasia onde tudo é dourado e onde todos são felizes, mesmo que seja só por uma hora.
Não quero com este post fazer má publicidade ao circo em questão, pois tenho respeito pelos artistas e sei que a vida deles não é nada fácil, mas quis apenas demonstrar a minha frustração com esta experiência.

Em relação ao comportamento do D, foi praticamente de 5 estrelas. Teve um ou outro momento de aborrecimento no intervalo do espectáculo, o que é natural, mas tirando isto esteve muito bem. Só tenho pena que ele não tenha assistido a um bom espectáculo de Circo.

– BL