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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O sr. buzina

O que o D. se riu hoje de manhã com tal individuo. Íamos nós a caminho da escola dele, quando ao chegar a um cruzamento ouvi uma buzina atrás de mim. Disse logo, “olha filho, este senhor deve estar com pressa e quer que eu me atire para cima de outro carro só para ele poder seguir viagem.”. Como não estava de bom humor, fi-lo sentir na pele o meu desagrado e segui bem devagarinho. O engraçado é que a pressa dele amainou pois seguia bem afastado do nosso carro.Bom, seguimos até ao próximo cruzamento onde perdíamos a prioridade e tínhamos um carro à frente que estava a ver se podia ou não entrar. Outro buzinão… e outro, e mais outro até o homem da frente ter conseguido entrar. A seguir, sinal vermelho e eu continuava na frente dele. Assim que caiu o verde… (adivinharam) mais um buzinão. O D. entretanto começa a sua risada, e eu assim que pude, meti-me para a faixa da direita para o sr. buzina me poder ultrapassar. Passado um bocado e ao reparar que a faixa onde estava não andava, toca de fazer o pisca para a direita e … apitar para o carro que lá estava travar para sua excelência passar! Mais um sinal, mais uma buzinadela, saímos dessa estrada e fomos por dentro com o sr. buzina na nossa frente.

Não havia cruzamento, semáforo, curva ou passadeira que o sr. buzina não fosse dar juz ao nome! O D. já estava todo divertido com isto, pois claro.

Enfim, finalmente chegámos ao nosso destino e após pararmos o carro ainda o ouvíamos ao fundo da rua… a apitar!

– BL

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Into the wild

Ontem à tarde apeteceu-me ver um filme. Escolhi um que já há muito que andava curioso para ver, o Into the wild, realizado por Sean Penn, baseado no livro de Jon Krakauer, que tem o mesmo nome, e com música de Eddie Vedder.

É-nos contada a história verídica de Cristopher McCandless que após se ter graduado da universidade de Emory, abandona tudo e todos e decide embarcar numa aventura à procura do seu verdadeiro eu. Ao longo do percurso encontra várias personagens que moldam a sua pessoa, assim como ele faz o mesmo para com elas. Acaba por se decidir em ir para o Alasca, onde quer ficar sozinho e viver do que a Natureza lhe der. Leva consigo livros dos seus autores preferidos, uma máquina fotográfica, uma espingarda, um saco cheio de arroz, um livro acerca da flora e fauna do Alasca e equipamento de campismo. Quando chega ao seu destino, depara-se com um autocarro (magic bus) que passa a ser o seu abrigo.

*** SPOILER *** (não leiam mais, se quiserem ver o filme)

Apesar de não ter experiência nenhuma como caçador, safa-se a caçar pequenos mamíferos e alguns pássaros e até chega a matar um alce. Experiência que acaba por não ser bem sucedida, quando tenta fumar a carne para que ela não se estraga. O insucesso deixa-o inconformado por ter morto o animal. Quando acha que a sua missão foi cumprida, decide voltar à civilização, mas o caminho que outrora percorrera encontrava-se bloqueado pelo rio Teklanika. Impedido de sair daquilo que pensava ser a sua "liberdade", retorna ao seu "lar" e devido à fraca existência de outras espécies que o iam mantendo alimentado, acabou por se alimentar de flores e frutos da zona, mas acabou por ingerir uma planta venenosa, cuja consequência é a paragem do aparelho digestivo. Ele próprio dá conta do seu mau juízo na escolha dos seus alimentos. Descobre que afinal lhe falta algo, faltava-lhe o conforto de um abraço, de um olhar, em suma, do outro. Quando se apercebe disso, escreve no seu diário: "Happinness only real when shared."
Após alguns dias e consciencioso que vai falecer, escreve as suas últimas palavras no seu diário intitulado "Beautiful Blueberries":
"I HAVE HAD A HAPPY LIFE AND THANK THE LORD. GOODBYE AND MAY GOD BLESS ALL!"
O seu corpo é encontrado por caçadores, duas semanas depois. Segundo a autópsia, ele morreu devido à fome e à ingestão de frutos/plantas venenosas.

Esta fotografia foi retirada do rolo que se encontrava por revelar na sua máquina, após a sua morte.



O autocarro tornou-se local de peregrinação, e ainda hoje se encontram alguns escritos que ele lá deixou, assim como a mensagem dos seus Pais que lhe prestaram homenagem.

Gostei muito do filme, mas mais do que o filme, gostei da mensagem que ele nos transmite.
Há uns anos atrás, pensava em fazer o mesmo, em sair daqui, deixar tudo para trás, ir à aventura para onde o meu coração puxava, para os confins duma serra, dum pequeno abrigo, longe da civilização e da sociedade que nos "empurra" para o canto à espera que nós lhe demos tudo em troco de quase nada. Eu sei que este pensamento é extremo, e tenho consciência que nunca o faria, mas ele acabou por fazê-lo. Se foi bem sucedido? Bom, isso coube-lhe descobrir e da pior maneira, pois acabou por morrer em circunstâncias terríveis. A minha opinião? Eu não o conseguiria fazer, mas dou-lhe o mérito de ter ido à procura da sua liberdade e daquilo pelo que o seu coração ansiava. Podia tê-lo feito de maneira diferente, podia ter-se informado melhor da zona para onde iria acampar, talvez isso o pudesse ter salvo. Aliás, quando ele decidiu regressar e não pôde atravessar o rio, ele encontrava-se a menos de 500 metros de um transporte mecanizado que atravessava o rio. Tivesse levado um mapa decente, podia hoje andar a contar a sua aventura e aí sim, ter sido bem sucedido, na minha opinião. Acho que ele teve a noção que tirou as suas conclusões tarde demais.

Os habitantes do Alasca dizem que ele, praticamente, cometeu suicidio, pois não se equipou devidamente, não tinha conhecimento do terreno, não tinha mapa e levou muito poucos mantimentos, tal como descreve um guarda do parque, Peter Christian;
I am exposed continually to what I will call the ‘McCandless Phenomenon.’ People, nearly always young men, come to Alaska to challenge themselves against an unforgiving wilderness landscape where convenience of access and possibility of rescue are practically nonexistent […] When you consider McCandless from my perspective, you quickly see that what he did wasn’t even particularly daring, just stupid, tragic, and inconsiderate. First off, he spent very little time learning how to actually live in the wild. He arrived at the Stampede Trail without even a map of the area. If he [had] had a good map he could have walked out of his predicament […] Essentially, Chris McCandless committed suicide.
- in wikipedia
Bom, este post já vai longo... e provavelmente há aqui coisas que precisavam de ser mais trabalhadas, mas por agora fico-me por aqui. Ah, mas sem antes dar a devida pontuação ao filme. Julgo que merece um 9,5/10. Foi um filme que equiparou e ultrapassou as minhas expectativas, o que muitas vezes não acontece.

- BL

quarta-feira, 4 de junho de 2008

2º dia de transporte alternativo

Fiquei viciado nisto, e ainda por cima tive companhia dum outro colega meu que lá encontrou a chave do cadeado. É ainda mais porreiro com companhia.

Só não sei como vai ser quando tiver que levar o D. à escola, mas não será de bicicleta, para segurança dele vou ter que levar o carro. Talvez consiga arranjar paciência de voltar a casa para ir buscar a bicla.

Desta vez, quando estava aqui a chegar pensei: "Bolas! Já chegámos. Isto até podia ser um bocadinho mais longe..."

- BL

terça-feira, 3 de junho de 2008

Novo meio de transporte

movido a ... (a verdadeira) energia positiva!

Hoje decidi-me a vir de bicicleta para o trabalho. Já tinha ameaçado tantas vezes que tinha que o fazer. Desta vez, até aproveitei o facto da R. levar o D. à escola, e às 8:50 parti de casa e cheguei ao trabalho às 9:15. Nada mau, se fosse de carro, tinha chegado quase à mesma hora, mas tenho que descontar o tempo de ir levar o meu filhote à escola.
Tinha combinado com um colega irmos juntos, mas o esquecido deixou a chave do cadeado em casa dos Pais e ficou apeado. Na vinda, era para virmos com outra colega, mas esta também se cortou. Resultado: vim e fui sozinho. Faz-se bem, o caminho não tem grandes obstáculos e a vista é do melhor. Além disto tudo, faço exercicio, poupo gasolina e ganho motivação extra para o trabalho.

Só um àparte, fui vitima de um ataque de um balão que ao aperceber-se da sua morte atirou parte do seu corpo contra a minha vista. Passei o dia cheio de dores com o olho todo inflamado... a ver se ainda passo no centro de saúde.

- BL

quinta-feira, 29 de maio de 2008

1,2 e 3 de Junho

Está-me a fazer comichões, esta história de não ir meter gasolina na Galp, BP e Repsol nos dias 1,2 3 de Junho. Estou farto de receber mails e mais mails com esta conversa e já me chateia, porque aposto que nos dias anteriores e posteriores lá estarão todos a meter gasolina destas marcas. Vocês acham mesmo que isto vai atingi-los? E mais importante ainda, acham que os senhores "petróleo" vão-se preocupar com esta situação? É claro que não!

Não seria melhor dar mais uso aos transportes colectivos, ou tentar arranjar uma forma de não haver o comodismo de andar sempre com o carro de um lado para o outro? Se existe um colega/vizinho que vai para o mesmo lado que vocês, arranjem um esquema para que consigam poupar mais, se realmente têm a necessidade de andar de carro. Existem muitos mono-lugares cá em Portugal...
Usem o site maisgasolina para usarem os postos onde têm a gasolina mais barata. Vão ver que acabam por nunca visitar nenhumas das marcas que referi.

Eu vou começar a vir de bicicleta para o trabalho. Eu e mais dois colegas vamos tentar fazer isto já que assim, não gastamos gasolina, fazemos exercicio e vimos mais bem dispostos para o trabalho. Vai ser chato com chuva... mas já tenho um impermeável! ;) É claro que vou continuar a levar o D. de carro para a escola, mas aí prefiro zelar pela segurança dele.

- BL

quinta-feira, 8 de maio de 2008

De Porto a Pequim e regresso num 2cv

Aproveitando a dica que a Bela colocou no seu blog, aproveito para vos apresentar um moço que arrancou no dia 6 deste mês, da cidade do Porto, com destino a Pequim num Citroen 2CV. É verdade, podem consultar o diário de bordo do Tiago.

Tal como o próprio descreve:
Unir as costas do Atlântico e Pacífico,na odisseia de uma vida pelas estradas da Europa e Ásia.
Dois Oceanos, dois Continentes, oito fusos horários distintos, 50.000km cumpridos a 70 km/h entre o Porto e Pequim ao volante de uma verdadeira lenda da estrada. Todo um novo mundo descobrir, a aventura de uma vida transformada num projecto com forte impacto social.
Passem por lá de quando em vez para se irem dando conta das aventuras e desventuras deste português aventureiro.
Resta-me desejar-lhe(s) sorte e boa fortuna!

- BL

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Assim é na estrada (1)


Vou encetar uma nova rúbrica aqui no blog, dedicada às loucuras/estupidez/criminalidade que eu testemunho quando ando na estrada.

Começo com o caso duma srª condutora de um VW Golf cinzento que hoje devia ter chegado ao seu destino com fogo no rabo... ou então não! (o que ainda é mais grave) A dita senhora apanhou-me quando eu ia a caminho de Sintra, ao pé dos Bombeiros Voluntários do Estoril. Não deve ter achado muita piada eu ter parado numa passadeira para deixar passar um senhor com a sua filha (afinal, para quê parar nas passagens de peões!). Na rotunda dos condes de Barcelona, já ía toda esbafurida para me passar e eis quando se lembra de se meter na faixa de dentro, fazer-me uma razia e escapulir-se pela mesma saída que eu ia tomar. Ficou à minha frente, e eu só me ria, pois à nossa frente ia uma fila de 6 carros antecedida de um camião! hehehe Então, não é que a mulher, desata a ultrapassar tudo e todos, apesar do risco continúo e (pior ainda!) apesar de virem carros no outro sentido?? Mas pensam que se fez rogada? Nada disso! "Cheguem-se para lá que eu quero ultrapassar!" É uma falta de respeito pela vida dos outros, já que a sua, pouco há a respeitar! Acabou por ficar novamente atrás de um camião, e ao pé da rotunda do shopping acelerou a todo o gás sem olhar a meios para uma das saídas da mesma.

- BL