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domingo, 30 de maio de 2010

Trinta

Na passada sexta-feira, o meu irmão fez 30 anos... é verdade, o puto 'tá crescido! Para celebrar o aniversário resolveu convidar um porradão de pessoas (como já é hábito) e meter-nos dentro de um restaurante "industrial" para jantarmos.

Como não poderia deixar de ser, as coisas não correram como ele queria, e não conseguiu estar mais do que 5mins com cada pessoa, pois era tanta a solicitação, assim como a satisfação dele de estar com todos, que não conseguiu satisfazer todos, assim como ele próprio não atingiu a sua satisfação.
Ele bem tentou, e ainda conseguiu tirar fotos com cada um dos convidados, não esquecendo um único.


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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Sábado foi dia de Feira do Livro de Lisboa

Já tinha pensado em ir à Feira do Livro durante a semana passada, para aproveitar a novidade que existe este ano, a Happy Hour onde podemos encontrar livros com 50% de desconto. Infelizmente, não houve um dia que tivesse saído mais cedo do trabalho, e com os banhos e jantares dos miúdos, optámos por adiar a visita para o fim-de-semana.

Assim sendo, lá fomos no sábado, logo a seguir ao almoço. Chegados lá, deparámos com a primeira dificuldade… o de arranjar lugar para estacionar. Após algumas voltas, lá arranjámos um e seguimos para a Feira onde se encontrava a segunda dificuldade, a quantidade de gente que lá se encontrava!

A Filha do CapitãoDe qualquer maneira, estava tudo impecável e organizado. Muitos dos stands tinham autores a dar autógrafos e a conversar com os seus leitores. Havia também um espaço para crianças que estava a abarrotar e o D. nem pôde usá-lo. Estava numa de ver se o livro “A filha do Capitão” de José Rodrigues dos Santos estava como livro do dia, mas tive azar.  Quando vou a sair do stand, deparei-me com o próprio a dar autógrafos e então lá tive que comprar o livro! :D Fui ter com ele e ele autografou-me o livro, mas dedicou mais tempo a meter-se com o D. do que comigo. :) Ele também não é muito de grandes conversas, portanto, foi autografar e andar.

A R. também conseguiu apanhar dois achados, para a sua biblioteca de pedagogia infantil, e já eram horas do lanche dos pequenotes. Acabámos por nos sentarmos à sombra, e dar-lhes o lanche. Acabámos por dar mais uma volta e quando estávamos a sair da feira, fiquei com a pulga atrás da orelha acerca de um outro livro, “O Espião de D. João II”, de uma autora desconhecida (para mim) Deana Barroqueiro.ag_03_deanabaroqueiro_dez2009 A editora era a Ésquilo, de onde já tenho adquirido vários livros de Paulo Loução, acerca dos Templários e de lugares míticos em Portugal, portanto só podia ter notas positivas. Descobri que a escritora também se encontrava na feira, a autografar os seus livros, e acabei por adquiri-lo! Fui ter com ela, e pareceu-me uma pessoa muito simpática, pois convidou-me logo a sentar e fiquei ali a ouvi-la descrever o seu livro, sem contar a sua história, logicamente, mas a falar dos tempos de D. João II, Bartolomeu Dias e Pêro da Covilhã e a época dos Descobrimentos. O livro fala da viagem secreta de Pêro da Covilhã, onde durante 6 anos andou em busca de novos territórios e gentes, a mandato do Rei. O espião retrata uma uma mistura de um James Bond com o Indiana Jones, da época, segundo a própria escritora.

Fiquei cativado pela conversa que ela teve a simpatia de ter comigo, e estou desejoso de o começar a ler.

Pensava que ontem seria o útimo dia de Feira, mas afinal parece que prolongaram até dia 23 de Maio,portanto, aproveitem!

Pouco depois, optámos por regressar ao carro e seguir para casa. Estava uma bela tarde.

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

The boy is back in town

Faz hoje uma semana que, à noite, recebo um telefonema da minha Mãe. Perguntou-me como estávamos, como é que os miúdos se tinham portado, enfim, conversa normal. A dada altura, diz-me que tem ali ao pé uma pessoa que quer falar comigo, e pede-me para adivinhar. Nem hesitei, disse logo que era o meu irmão. Surpreendida, perguntou-me porque é que seria ele, e eu respondi-lhe, não sei, foi o que senti.

Passou o telefone à pessoa e era de facto o meu irmão. Está de volta, e desta feita, é de vez. Fez-nos uma surpresa, mas ele já me tinha dito, da última vez que nos visitou, que qualquer dia fazia-nos uma surpresa. Dito e feito, veio para ficar e já tem contrato com outra empresa e já procura algo melhor.

Fico contente por ele estar de volta, nós queremos sempre que as pessoas de quem gostamos estejam por perto, não é verdade? Ao mesmo tempo, acho que ele perdeu uma grande oportunidade de continuação de carreira ao sair de Madrid, mas isso já é passado e não vale a pena pensar nos “se’s”. Está feito.

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Reviver o passado em…

Malveira.

Este sábado aceitei o convite da minha Tia e madrinha e fomos passar o dia inteiro à Malveira, com ela e com a minha prima direita mais nova. Já há muito tempo que não passava nesta terra de ar sadio, onde passei muitos Verões da minha infância e adolescência.

Parte da minha família residia na Malveira, o meu bisavô chegou a ser presidente da Junta de Freguesia da Malveira e foi ele que conseguiu colocar luz, água potável e quem mandou arranjar a Mata onde tantas horas passei na brincadeira com os meus primos.

A minha Tia foi quem ficou com a casa dos meus Avós, e ao chegar lá foi um reavivar de lembranças, emoções, pessoas, festas, risos, amizade, carinho. Na verdade, é disto que importa lembrar, e foi isso que retive desses tempos. Foi engraçado entrar em casa e sentir aqueles flashbacks que nos remetem ao passado, passar em cada assoalhada e reviver momentos que ali passei com os meus Avós, que infelizmente, já não se encontram entre nós. É curioso como nós quando somos pequenos achamos tudo tão grandioso, e hoje as coisas parecem tão diferentes.

Na sala, existem imensas fotografias de família, e começámos a conversa por aí. Os netos, os primos, os avós, os tios, os pais, a família. Fotografias do princípio do séc. passado, fotografias de há 2 anos. Fiquei a saber que uma trisavó minha foi aia da rainha D. Amélia, que um bisavô meu era salazarista e que conhecia muito bem um ou outro membro do governo da altura, e que o outro bisavô que era militar foi preso devido a esse mesmo regime que o outro tanto adorara.

No corredor, um diploma do Conservatório do Porto que consagrava a minha bisavó como uma aluna de mérito. Ela foi pianista, tendo sido em tempos mais recentes, professora de piano. Foi ela quem iniciou a Maria João Pires nestas lides, coisa que a senhora parece ter ignorado. A minha Tia referiu orgulhosamente, que mais tarde a minha bisavó recusou o pedido de ensinar as suas filhas… (temos pena!)

Avançando… fomos à Mata da Malveira com os nossos filhotes. Mostrámos-lhes os célebre moínhos, apesar de estarem quase todos abandonados, o retransmissor da RTP onde um dia me deu na cabeça e fui desde casa dos meus Avós até esse ponto… e voltar para trás foi das coisas mais cansativas de que me lembro…, o parque infantil que hoje está todo remodelado, e onde há uns bons anos, agredi um cigano que me estava a tentar roubar um carro, e passado 5 segundos, temi pela vida quando me apercebi que ia servir de saco de pancada a meia-dúzia deles.

Após o almoço, fomos ao Jardim do Cerco em Mafra.

JCMafra Antes de entrarmos, aproveitei o facto dos nossos filhotes estarem a dormir para ir comprar uns fradinhos. :) Quando acordaram, entrámos no Jardim e, como é óbvio, o D. fartou-se de correr e brincar enquanto nós continuávamos a falar do passado. À saída, houve lugar à foto de família! :D Só não houve tempo para ir à Ericeira, mas fica para outro dia.

Acabámos com um jantar recheado com coisas da região, a carne, os legumes, a fruta… enfim, tudo do melhor.

No final de contas, adorámos ter passado o dia nesta terra,e eu ainda mais porque senti que me ofereceram uma infância feliz, que ainda hoje recordo com emoção.

- BL

domingo, 5 de julho de 2009

E hoje fomos à caminhada

Devido à comemoração dos 511 anos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, hoje optámos por ter um domingo diferente, e então démos por nós a fazer uma caminhada de 5kms por Lisboa.

Foi muito engraçado e o D. adorou. Fizémo-la numa hora e muitos poucos minutos. O percurso iniciou-se no Parque Eduardo VII e terminou no Rossio, mas não pensem que foi directo por ali abaixo, não senhor. Fomos do Parque até à Av. Berna, dali até à Av. da República, Saldanha, Fontes Pereira de Mello, Av. da Liberdade e finalmente Restauradores e Rossio.

Muita gente meteu-se connosco por causa dos nossos filhotes, uns por inveja do mais velho porque ele ia em cima do skate do carro, outros porque achavam o mais pequeno, uma “gracinha”. Havia mesmo muita gente, até porque as inscrições esgotaram.

Claro está que para estarmos lá às 10h, tivémos que madrugar porque, aqui em casa, é cada vez mais complicado arranjarmo-nos em pouco tempo. :)

No final, ainda ficámos com mais uma t-shirt, uma medalha e o D. ainda teve direito a um crachá. SC - tshirt Ainda aproveitámos e comprámos um bilhete de lotaria… (nunca se sabe, não é? e muito menos se não se jogar!)

Está combinado que, para o próximo ano, repetimos a dose.

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domingo, 21 de junho de 2009

Rescaldo do concerto da Mariza

Ontem à noite, depois de alguma indecisão, lá partimos para Cascais para ir assistir ao concerto que a Mariza deu, tal como vos havia avisado neste post.

Foi uma aventura arranjar lugar para o carro, só quase ao pé das Fontaínhas é que arranjámos um buraquito para estacionar, mas a maior aventura foi o caminho até ao Cascais Villa, e foi ainda pior o regresso, pois subir com o carro do A. com o D. lá pendurado calçando apenas umas míseras havaianas. As calçadas são muito giras mas pouco piada tiveram ontem.

Enfim, sempre deu para fazer um belo dum exercício! ;)

Quanto ao concerto, o fado perde-se muito em ambientes fora de quatro paredes…, o que não aconteceu em Mafra quando a vimos pela primeira vez. Tirando esse facto, foi um bom concerto, apesar de estar com mais olhos em cima do D. do que na Mariza. Estava uma bela noite, não estava muita confusão no sítio onde ficámos e víamos o concerto por um dos écrans que colocaram para esse fim.

A meio do concerto, o sr. A., que estava a dormir até então, deu ar da sua graça e abriu a goela para pedir comida. Então, foi ver a R. sentada no patim do carro de bebé a dar de mamar a sua excelência, enquanto que o sr. D. já agarrado a uma espada de luz (que a sua Avó fez questão de lhe comprar face a uma carinha tão chantageante por parte do seu neto) fazia-me a cabeça em água pois não parava de andar de um lado para o outro, o que é perfeitamente normal.

Por volta da meia-noite, já a Mariza ia num segundo encore e nós decidimo-nos pôr a caminho por causa da confusão de pessoal que iria decorrer quando o concerto terminasse. A subida até às Fontaínhas foi demais… era o escorregar, era o D. a fazer força mais para um dos lados… enfim, mas foi engraçado e divertido e fartámo-nos do rir com as minhas (quase) quedas. :)

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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Castelo de Vide – 7º dia

E pronto, chegámos ao último dia destas mini-férias. Hoje, andámos só por Castelo de Vide à procura de produtos da região para levar para casa e também para dar um salto à Srª da Penha.

Fui arrumar a tralha toda no carro e lá fomos passear. A primeira loja onde entrámos foi de velharias e a R. comprou duas molduras e um copo que lhe faltava no serviço da Avó dela. A loja seguinte foi uma pastelaria onde comprámos queijinhos de amêndoa, queijadas de laranja, queijadas de amêndoa e beleimas. Destes todos, as beleimas são as mais “regionais”, com recheio de maçã, canela e noz. Como o talho e a padaria estavam fechados, devido ao feriado, tivémos que ir ao supermercado comprar farinheiras (montanheiras), biscoitos escaldados em azeite, vinho tinto (Conventual) e branco (Terras d’Ervideira).

MegaSopaPeixe09Chegada a hora de almoço, e apesar do convite para a Mega Sopa de Peixe , fomos ao restaurante Pedrus Quintus, que já nos tinha sido referenciado por um primo da R., mas tivémos que ficar à espera… e ainda apanhámos um grupo de 9 pessoas que se armaram em espertas para nos passarem à frente… e o pior é que conseguiram. Não há respeito nenhum por ninguém, é impressionante. Querem saber como se faz? É fácil, basta uma dessas pessoas conhecer alguém relacionado com o dono do restaurante, ter o telefone do restaurante e reservar a mesa para 9 pessoas, passando à frente de 3 casais, com crianças! As restantes pessoas pareceu-me serem de Braga, portanto trata-se de um caso de esperteza nortenha, aliada ao factor C, que é a chave-mestra para tantas portas portuguesas. De qualquer maneira, saímo-nos melhor, pois como tinhamos acesso à ementa, assim que chegámos à mesa fizémos o nosso pedido e fomos servidos muito antes do grupinho da esperteza. A comida era boa, e as sobremesas ainda melhores! Eu optei por uma encharcada de noz e a R. foi para uma fatia de teco-maleco (acho que é assim que se escreve). O D. foi o mais saudável de todos e comeu uma banana.

Acabámos de almoçar e fomos à Srª da Penha, CV-CastelodeVide1 de onde se obtém uma vista sobre toda a vila de Castelo de Vide. Como estava muito calor, a bicheza era tal que tivémos que vir embora pois estávamos a ser agredidos por uns insectos voadores.

CV-CastelodeVide3

Já eram 17:10 e decidimos voltar à nossa terrinha. Chegámos eram 19:15, duma viagem que correu sempre bem, sem qualquer tipo de stress ou palhaçadas de condução.

CV-CastelodeVide2Destas férias, o ponto mais alto foi a visita a Mérida, cidade que ficou com um V de voltar brevemente. O ponto mais negativo foi o nosso filhote ter ficado doente, mas felizmente recuperou rapidamente. Quanto ao Inatel, adorámos o atendimento, a comida e a vista e esperamos passar alguns fins de semana por lá.

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Castelo de Vide – 6º dia (Cáceres)

E de novo em Espanha, é verdade. Desta vez, o alvo foi a cidade de Cáceres. Era suposto darmos um saltinho a Trujillo, mas fica para uma próxima vez.

A estrada até Cáceres faz-se muito bem, apesar de ser uma estrada nacional (N-521). A paisagem é um pouco diferente do nosso Alto Alentejo. Ao principio parece ser mais verdejante, mas só até Valência de Alcantara, a partir daqui pareceu-nos mais desertificado do que, por exemplo, de Portalegre a Elvas.

CV-Caceres1 Cáceres tem uma coisa porreira, o conjunto monumental está todo reunido numa espécie de elipse formada por vários torreões e suas muralhas. Só conseguimos visitar a Casa de Las Veletas, que é o Museu da cidade de Cáceres, (onde a entrada é gratuita para membros da U.E.). Aqui passamos por várias salas, divididas por 3 andares, onde no primeiro andar as salas são dedicadas a várias épocas, desde o paleolítico, Idade do Cobre, Bronze e Ferro até à época romana. No segundo andar, a exposição é dedicada à organização económica, ofícios, indumentária, crenças e música. CV-Caceres2 Na cave, só existem duas salas, uma dedicada à época visigótica e outra à idade média. Por baixo do museu, existe uma cisterna arabesca, pois os muçulmanos estiveram nesta cidade entre os séculos IX e XI, se não estou em erro.

Saímos do museu e fomos almoçar a uma esplanada ao pé de uma igreja, na baixa da cidade.

Uma vez que tudo fecha por causa da siesta, démos uma volta por este conjunto onde passámos pela Concatedral de Santa Maria, Iglesia de San Pedro, Convento de San Pablo, e vários torreões.

Sinceramente, é a única parte que nos levou a visitar a cidade, o resto… não interessa muito.

CV-Caceres3Ainda aproveitámos para fazer umas compritas, meter gasóleo a 0,817€ e seguimos viagem. Pelo caminho passámos por Valência de Alcantara que tivémos pena em não parar, mas o tempo é curto e lá fomos para Castelo de Vide.

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Castelo de Vide – 5º dia (Badajoz)

Não foi à primeira, foi à segunda, e assim decidimos hoje ir a Badajoz. O D. passou a noite com 5* e sem qualquer pontada de febre, e então tomámos a decisão de ir aos caramelos.

Da última vez que lá fomos, achei que Badajoz era uma cidade a não voltar, mas desta vez temo que a minha conclusão anterior teria sido precipitada pois a cidade está mais limpa, mais arranjada e com menos obras. O único problema é a siesta, é que a partir das 14:00 (deles) e a até às 17:00 está tudo fechado, sejam lojas, sejam museos, sejam monumentos de qualquer tipo ou espécie e então a pessoa tem que andar a inventar o que fazer durante estas 3 horas. (As grande superficies não se encontram fechadas… mas quem é que quer passar 3 horas enfiado num “El Corte Inglés” ou coisa que o valha?)

Quando chegámos, descemos a Calle Menacho que é praticamente a grande rua de comércio que esta cidade tem. Entrámos numa ou outra loja e depois seguimos rua acima até encontrar o Convento de Las Descalzas, CV-Badajoz1 onde entrei com o D. enquanto que a R. dava de mamar ao A.. Daqui subimos mais um pouco e fomos à procura de um restaurante. Ao subir uma dessas ruas démos de frente com a Catedral que estava fechada. No turismo, disseram-nos que a única maneira de ver a catedral seria pelo museu onde se pagam 3€. Os restantes museus são gratuitos! De volta à missão almoço, encontrámos um restaurante de “Cocina Portuguesa” e optámos por ficar por ali mesmo, mas… no final achámos que eles precisavam de entender melhor qual o significado de cozinha portuguesa. O caldo verde pouco verde tinha, e que saiba fillet-mignon de frango não é muito português, digo eu, mas tudo bem, não se come mal e não se paga muito. Os três pagámos 17,50€.

Uma vez na siesta time fomos dar uma volta pela cidade. CV-Badajoz2Em todo o lado vêem-se cartazes com indicação do Casco Antiguo que é apenas um centro comercial aberto, na baixa da cidade. (aberto é como quem diz, porque das 14:00 às 17:00 está quase tudo fechado) Continuámos a subir a calle San Pedro de Alcantara e chegámos ao Alcazaba que tem à sua direita a Plaza Alta, com um colorido engraçado. Mais abaixo, encontrámos uma igreja branca de que agora não me recordo o nome. Como a partir daqui as ruas não eram muito convidativas, achámos melhor dar a volta e ir lanchar. CV-Badajoz3

A seguir ao lanche, fomos dar mais umas voltinhas pela tal Calle Menacho e comprámos umas coisitas, entre elas uma caixa de Ibuprofeno 600mg para a minha garganta que está que é uma maravilha…

CV-Badajoz4Saímos de Badajoz eram 18:30 e chegámos aqui às 19:45. A paisagem desde Elvas até Portalegre, passando por Campo Maior, é espectacular, e desta vez tirei algumas chapas.

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Castelo de Vide – 4º dia

Com que então eram caramelos e mais não sei o quê, não era? Pois bem, que tal trocar isso por uma noite em branco devido a má disposição minha e do D.? Que tal andar às 5 e tal da manhã nas ruas de Castelo de Vide (com um grizo porreiro) à procura duma farmácia de serviço? E após isto tudo, passar 4 horas e meia no Hospital Distrital de Portalegre, sem saber se o D. ficaria internado ou se o deixavam voltar connosco?

É verdade, foi uma noite e dia bastante complicados. O problema não foi o não dormir, foi mesmo saber o que se passava com o nosso filhote que passou a noite a queixar-se da barriga, com febres altas e a contorcer-se com dores. Hoje de manhã, após ligarmos novamente para a Linha Saúde (que desde já agradeço a sua existência) lá fomos encaminhados para o Hospital Distrital de Portalegre onde o D. fez análises ao sangue e urina, assim como um raio-x para ver se detectavam onde estava a causa de febres tão altas. Fiquei realmente preocupado quando a R. me disse que não o iriam deixar sair sem que soubessem a casa ou sem que a febre baixasse.

De todas as análises, a única coisa que se concluiu era que seria algo relacionado com as vias respiratórias, alguma infecção. Às 14:45 o D. estava finalmente a combater a febre e deram luz verde para ele seguir viagem, com um anti-biótico no bolso e Brufen para a febre.

Aqui chegados só deu para nos agarrarmos a um cházinho e torradas como lanche, mas vingámo-nos no jantar que estava bom. As sopas daqui são bestiais! Hoje, fomos premiados com sopa de ervilha, e há que tempos que não comíamos esta delicia.

O D. está agora aqui comigo, mais para lá do que para cá, mas felizmente a febre tem andado mais controlada, o máximo que teve hoje à tarde foi 38,5º, e da última vez que medimos antes da nova toma de medicamento, era de 37,5º. Agora vamos ver como decorre a noite.

Quanto a saídas… estamos limitados à condição do D. e de que forma ele vai reagir à medicação.

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domingo, 7 de junho de 2009

Castelo de Vide – 3º dia (Marvão)

CV-Marvão1Hoje preferimos passear aqui pelos arredores. Aproveitámos e fomos a Marvão pois soube que havia por lá a I feira de antiguidades e velharias. Digamos que … não valeu a pena. Até havia meia-dúzia de coisas que eram de levar para casa, o problema era o que pediam por elas. Um ultraje!

Enfim, démos uma voltinha pela vila e depará-mo-nos com muitas casas à venda, mesmo dentro das muralhas do castelo. CV-Marvão2 Já conhecíamos o sitio e então optámos por sair e ir dar uma volta a Valência de Alcantara só para fazer tempo para irmos almoçar. Atravessámos a fronteira em Galegos que parecia uma aldeia-fantasma. Valência é uma terra que fica marcada para visitar, pois na altura em que passámos não foi possível, devido à hora da siesta.

Voltámos a Portugal e fomos almoçar ao restaurante Mil Homens, em Portagem, onde comemos que nos fartámos, do bom e do belo.

CV-Marvão3A seguir ao almoço, estava numa de ir visitar a cidade de Ammaia, mas acabámos por ir dar uma volta à procura de uma cache que tinha apanhado na net, mas feito parvo, não levei indicação alguma e andámos às voltas e mais voltas à procura do Menir de Póvoa e Meadas que acabámos por encontrar a meio da tarde! :D

Daqui, voltámos a Castelo de Vide, onde o D. esteve numa de seguir uma CV-Marvão4procissão. Nestes dias, 5,6 e 7 de Junho eles festejam a Nossa Senhora da Alegria, e hoje teve lugar a procissão que leva a imagem desde a vila até uma Igreja no Castelo. O D. adorou a procissão, mas sobretudo da banda que a acompanhava. Reparem no cartaz das festividades e digam lá se não é um grande chamariz?

No final, démos uma voltita pelo castelo e descemos até à vila numa de passeio. Foi engraçado.

Amanhã vamos a Badajoz. Fazer o quê, perguntam vocês? Comprar caramelos! :D

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sábado, 6 de junho de 2009

Castelo de Vide – 2º dia (Mérida)

Apesar de nos termos levantado mais cedo, acabámos por nos atrasarmos um pouco. Ainda não tínhamos decidido o que fazer hoje, mas estava inclinado para ir a Mérida, e assim foi. Partimos às 10:30 e chegámos por volta do meio-dia. A viagem de Castelo de Vide até Elvas foi feita sempre por estrada nacional e foi de facto o melhor da viagem (de carro, claro) pois a paisagem é muito gira, o contraste entre verdes e amarelos, os campos agrícolas a perder de vista, os animais, e além de tudo isto, a estrada faz-se muito bem. São rectas a perder de vista!

CV-Mérida1Quanto a Mérida, assim que chegámos desatou a chover … mas fomos almoçar e por sorte ficámos mesmo no centro turístico da cidade. Após o repasto, démos uma volta até à Plaza de España, debaixo de trovoada mas sem chuva, valha-nos isso. Subimos desde a praça até à rua que dá acesso ao Museo Nacional de Arte Romano. Pelo caminho, passámos pelo Templo de Diana e pelo Forum. São áreas que estão ainda em processo de restauro para que possam ser visitadas, aliás, não CV-Mérida3foram as primeiras escavações que vimos na cidade. O pessoal dali arrisca-se a fazer um buraco e achar uma calçada, um pórtico, etc. :)

Chegados ao museu, tivémos que ficar à espera uns minutinhos pela sua abertura, que quando aconteceu foi ver um bando de bestas direitos aos curros… não há respeito por ninguém, é impressionante! Apanhámos uma excursão, onde estavam incluídos alguns portugueses que se iam metendo com o D. e com o A.

CV-Mérida2O Museu é muito interessante, e aconselho a visitar. O edificio, só por si é espectacular, e a exposição que acolhe é a maior que alguma vez vi, em relação a arquitectura, cerâmica, mosaicos, artesanato, moedas e estatuária. CV-Mérida4 No salão principal, o visitante, depara-se com uns arcos semicirculares enormes, que têm a mesma altura que os arcos do aqueduto de Los Milagros, também ele obra romana. O museu é construído em tijolo vermelho e é composto por 3 andares, e várias salas. A escultura aqui ao lado é do Imperador Tibério. O edificio assenta numa cripta que também se pode visitar onde se pode ver mais algumas casas romanas que foram encontradas, assim como uma calçada que ligava Mérida a Córdoba.CV-Mérida6

Quando saímos do Museu já eram 17:10 e apesar de estarmos mesmo ali à porta do Teatro e Anfiteatro romano, sabíamos que não íriamos conseguir visitar tudo e optámos por ir até à Basilica de Santa Eulália, deixando os dois monumentos para uma segunda visita.

Lá chegados, verificámos que os bilhetes que dão acesso à Cripta da Basilica estão integrados num bilhete-conjunto que nos permite visitar vários monumentos da cidade. (10€/pessoa) Assim sendo, optámos por seguir viagem para Portugal, não sem antes passarmos de carro, pelos aquedutos de São Lázaro e de Los Milagros, pelo Circo romano e pela ponte Lusitânia. Não haja dúvida que é um sitio onde contamos voltar para prosseguir a visita.CV-Mérida7

Ainda chegámos a abastecer gasóleo, no Carrefour, que estava na marca dos 0,827€ e finalmente metemo-nos a caminho de Castelo de Vide.

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Castelo de Vide – 1º dia

Após uma viagem de três horas, com duas paragens, chegámos a Castelo de Vide. Desta vez, vimos aproveitar umas fériazitas que consegui marcar com a ajuda dos feriados da próxima semana.

Apesar da chuva constante, não apanhámos muito trãnsito, e então quando saímos em Torres Novas quase não se viu vivalma.

O Inatel de Castelo de Vide situa-se num edificio antigo, decorado com mobília tipica da região. O quarto é bom, com uma varanda que tem uma excelente vista para a Senhora da Penha. CV-VistaDoQuarto

A comida… mmmm… só de pensar naquela farinheira enrolada em bacon, e o borreguito com batata aos quadrados… e o bolo de bolacha! E é assim que se ganham mais uns quilinhos. :)

Só é pena a chuva… a ver vamos como vai estar amanhã, mas a previsão não é animadora.

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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Luso - 1ºdia

Não sei se este poderá contar como o primeiro dia, até porque este foi o dia da chegada, mas siga.

Depois da viagem de quase três horas, devido a paragem para dar de mamar ao mais pequeno, chegámos ao Luso. Após algumas voltas no centro da vila (julgo que é vila) lá achámos o hotel. O Inatel Lusitano é um edificio grande cor-de-rosa, talvez de meados do século passado. A entrada prevê um hotel antigo, mas com finesse. O chão de madeira, a larga escadaria e as portas com vidro fosco são as primeiras impressões que um recém-chegado conhece.

Fizémos o check-in e fomos para o quarto. Fomos colocados numas águas furtadas, porque já não havia quartos triplos. Por nós tudo bem… até termos entrado no quarto. (Atenção! Em questões de limpeza e higiene, não temos nada a apontar) O problema era mesmo a qualidade dos aposentos. As camas, os móveis, a casa-de-banho, e alguns acessórios que já deviam ter ido para à reciclagem. Já ficámos em sitios piores, por isso… que se lixe, vamos mas é aproveitar a estadia.

Descarregámos as malas, e fomos ao supermercado onde descobrimos umas bolachinhas… mmmm… estão agora ali a olhar para mim, assim como a dizer: “Vá, não te acanhes… come-me” (Por falar nisso, no caminho de São Lameiro para cá, pela estrada nacional, também se encontram nas bermas os mesmos dizeres… e até nos deparámos com um camionista que não se fez rogado e encostou na berma… e é aqui mesmo e cá vai disto!)

Bom, mas voltando ao assunto, e para acabar o post, o restaurante é amplo e é novo, o que me leva a questionar se os outros quartos serão assim. A comida é óptima, e apesar de grande parte ter sido devorada por 500 idosos que cá estão a fazer-nos companhia, ainda sobrou para nós e para outro casal na casa dos 30. Devemos ser os únicos sub-65. Acabámos de jantar e fomos ao bar para beber café… fez-me lembrar um filme, o Cocoon, sabem qual é? São velhotes simpáticos, que a qualquer olhar ou movimento, disparam logo a meter conversa. :)

Para terminar (agora é que é) o apontamento de hoje vai para o seguinte: Em terras de Luso, a água do restaurante é a da Serra da Estrela e a que nos deixaram no quarto é a Glaciar! Provavelmente, pensaram… querem Luso? Vão à fonte!

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domingo, 3 de maio de 2009

Feliz Dia, Mães!

Antes que o dia acabe, queria só desejar um resto (curtinho, eu sei) de um dia feliz para vós!

dia_da_mae

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

A família toda em casa

A R. e o A. tiveram alta ontem à tarde e pudémos finalmente estar todos reunidos debaixo do mesmo tecto sem ter que partilhar horas e senhas e etc’s.

Esta primeira noite foi muito complicada, pois é um começo de mudança de rotinas adquiridas com apenas um filho, para dois. Apesar de estafado, não me posso queixar.

Hoje, já parece outro dia. Acho que já nos conseguimos organizar de maneira a que ainda aproveitássemos para descansar um pouco. Pouco, mas que vale de muito! ;)

A R. ainda está combalida da cirurgia a que foi submetida, e hoje tivémos que pedir ajuda aos nossos Pais para que pudéssemos tratar das coisas para ficarem organizadas para os dias que aí vêm. Não há dúvidas que vou ter que optar por tirar os 15 dias a que tenho direito da licença de paternidade.

Next stop, provavelmente será a ida ao centro de saúde com o A., e o regresso do D. à escola.

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