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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Feliz por duas amigas

Hoje estava aqui embrenhado nos meus pensamentos, e lembrei-me logo de duas amigas minhas que se encontram grávidas, o que me trouxe um sorriso aos lábios.

Uma delas, é muito especial para mim pois teve muita influência na minha vida, e já somos amigos há muito tempo. Por isto tudo e muito mais, fiquei muito contente quando ela me contou em primeira mão que estava grávida. Apesar de ainda não ter feito o prazo-socialmente-esperado-para-dizer-que-se-está-de-esperanças, acabou por me dizer até porque, para ela, eu já tinha alguma experiência no assunto. Soube esta semana que vai ser uma menina, o nome ainda não está definido, parece que andam em conversações. :) Andaram durante algum tempo a tentar e quando a coisa se deu, houve muitas interrogações, muitas dúvidas. Será que é mesmo? É natural sentir-me assim? Eu não vejo a barriga a crescer, algo está mal, não achas?

Infelizmente, o médico a quem ela recorreu deve ter tirado o curso na Conchichina e tanto ela como eu, achámos uma escandaleira como é que ele era tão recomendado, para oferecer um serviço tão medíocre. Agora que já mudou de médico, neste caso, é uma médica, as coisas estão a correr como esperado e as dúvidas vão-se dissipando.

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Quanto à minha outra amiga, o caso é um bocadinho diferente. Conheço-a há pouco tempo, mas apesar de ao inicio não nos relacionarmos muito, começámos a aproximar-mo-nos devido ao facto de ela ter tido um aborto espontâneo ao mesmo tempo que a minha R.. Lidar com a situação foi complicada, e ainda mais quando se tem uns chefes que não compreendem a situação que vive uma mulher nesta altura. O pior foi quando abortou pela segunda vez, e eu fui acompanhando a situação, quase diariamente, tentando animá-la e fazendo-a acreditar que esse sonho viria a concretizar-se, aconselhando-a a fazer uma vida mais sedentária, pois creio que seria este o causador do problema.

Hoje, ao telefone, e depois de me dizer que anda novamente a fazer 500km’s diários, pediu-me uma opinião: se havia de contar ao chefe que estava grávida assim que soubesse, para que pudesse fazer uma vida mais calma e para que a gravidez decorresse normalmente. Eu respondi que sim, obviamente, não vale a pena esperar pela norma dos 3 meses, uma vez que ela tem uma vida profissional hiper-agitada e que só podia prejudicar a gravidez. Após ter-me ouvido, perguntou-me:

Ela: e a ti, quando é que posso contar? Pode ser agora?

Eu: … agora? [breve momento de pausa] PAR…..

Ela: não, não faças alarido que estão aí pessoas e eu não quero que mais ninguém saiba!

Eu: <conformado> ok, está bem.

Ela: e que tal, gostaste da notícia, como é que estás?

Eu: estou feliz!

E é mesmo assim que me sinto, feliz por elas!

A ambas desejo a maior das sortes, que tenham uma hora pequenina, e que sejam felizes e saudáveis, acima de tudo!

Um grande beijo para elas, a A. e a C.

- BL

quarta-feira, 25 de março de 2009

38 semanas

Hoje faz 38 semanas que andas a crescer na barriga da tua Mãe, e nós sempre a acompanhar esse crescimento. Estamos desejosos de te ver, de te pegar, de saber que está tudo bem contigo e que vai correr tudo bem no momento de entrares no nosso Mundo, no teu Mundo.

O teu irmão já diz a toda a gente que vai ter um mano e que se vai chamar A., dá-te beijinhos e festinhas, apesar de no ínicio não ter achado piada a este facto. A ver vamos como será quando cá estiveres fora. Acredito que ele vai sentir que o seu espaço vai ser um bocadinho invadido, mas estamos cá para o apoiar nessa fase e tu também irás ajudá-lo. Com calma ele irá entender a noção de partilha e como é bom ter outro com quem o possa fazer.

Amanhã vamos ouvir-te!

- BL

sábado, 7 de março de 2009

Visita à maternidade

Na passada sexta-feira, acompanhei a R. a uma aula de preparação pré-parto. Uma vez que estava de férias, aproveitei para ir com ela. Na altura da gravidez do D. não falhei uma aula, mas os tempos eram outros...

A aula foi muito interessante pois falou-se de todos os cenários que podem ocorrer como sinais de parto, e o que deve ser feito mediante cada um deles. O rebentar das águas, o rolhão e as contracções. No caso do rebentar das águas, temos cerca de 1hr para estarmos no hospital, devido à gravidade do bebé ficar sem líquido amniótico. Devemos seguir de carro, mas com calma, tentar evitar buracos e lombas, devido a uma possível perca de líquido. (Por acaso, foi esta situação que aconteceu com o D.)

No caso do rolhão mucoso, que antigamente era logo caso de seguir para o hospital, agora é tratado de maneira diferente. Ele pode cair todo ou ir caindo aos poucos. Isto acontece porque o cervix começa a dilatar e o corpo da mulher está-se a preparar para o parto. O rolhão pode apresentar uma cor clara, rosada ou raiada de sangue. Mesmo assim, o trabalho de parto pode estar a horas, dias ou mesmo a semanas de distância.

Quanto às contracções, que também não são um sinal para seguir imediatamente para o hospital, o procedimento é controlar a respiração, o tempo de intervalo entre elas que só se chegar a 10 mins é aconselhável rumar às urgências, fazendo mais ou menos os cálculos para que quando lá chegar o intervalo já só seja de 5 mins. Nos entretantos, podem tomar um banho para relaxar, ou pedir ao marido para lhe fazer umas massagens para aliviar as dores.

Após estas explicações, a fisioterapeuta informou-nos que podíamos ir visitar a maternidade. Para nós, sendo uma segunda vez, foi um recordar de grandes momentos de alegria. Os espaços, as cores, os cheiros só nos faziam voltar àquela madrugada de felicidade. Ainda por cima, a sala de parto que visitámos tinha sido a mesma onde tínhamos passado a noite. Foi mesmo muito bom avivar essas memórias.

Como não pudémos visitar a enfermaria, acabámos por voltar para a sala de aula e continuámos a falar acerca destes assuntos.

Gostei e realmente tenho muita pena que hoje em dia não me seja dada a oportunidade de continuar a acompanhar a R. nestas andanças.

- BL

PS - E com este post, cumpro o prometido!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Um susto

Ontem apanhámos um susto devido à R. ter acordado com dores abdominais. Apesar de lhe ter dito para não ir trabalhar, ela teimou e foi. Quando lhe telefonei a meio da manhã, disse-me que não estava a 100%, mas que andava a tentar não se esforçar muito com medo que aconteça alguma coisa. Disse-me também que andava sempre com muita vontade de ir à casa-de-banho, e de cada vez que lá ia, ficava sempre com a sensação que algo não estava bem.

Ora... se a dúvida persiste, vai-se ao médico e então lá fomos, após ter falado com a nossa médica de familia que também nos aconselhou a lá ir, pois podia dar-se o caso de ser apenas uma infecção urinária e que convinha resolver já com um anti-biótico do que andar a adiar e depois ser pior.

Chegámos eram 19:30 e não estavam muitas pessoas nas urgências, aliás, estavam apenas duas. Pouco depois foi atendida e mediram-lhe a tensão, ouviram o coraçãozito do filhote (que se andava a esquivar da enfermeira e até lhe chegou a dar um pontapé!) e depois a médica mandou-a fazer análises à urina e que depois aguardasse o resultado. Lá fomos até ao laboratório, e soubémos que demorava 45mins a ter o resultado. Uma vez que já eram 20:00, a R. aproveitou para ir jantar. Como não tinha fome, fiquei apenas a fazer companhia. O problema foi que quando chegámos às urgências estava um mar de gente e os casos de maior urgência, naturalmente, passaram-nos à frente. A R. só foi chamada às 22:40, só para a médica lhe dizer que estava tudo bem e que podia ir para casa descansada. Acabámos por sair às 22:45 e eu só jantei perto da meia-noite... mas o que interessa é que está tudo bem com ela e com o bébé.

- BL