Look at the time...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Porquê? (1)

De momento, é um dos temas em que mais tenho pensado. Porque é que não me sinto feliz? Não me compreendo. É verdade que há coisas que podia ter feito de maneira a que agora me sentisse melhor, mas como é que é possível eu sentir-me assim? Não compreendo. O ano passado foi complicado, estive desempregado, o dinheiro quase que faltava ao fim do mês, mas conseguimos superar tudo isso! E vendo bem, casei com a mulher que amava desde os meus 14 anos, temos um filho lindo, que nós amamos e acarinhamos e ele retribui com todo o seu carinho e ternura. Ambos estamos empregados, e o dinheiro que antes era muito curto, passou a ser o suficiente para todas as nossas despesas. Somando isto tudo... o que é que falta? Ok, faltam mais filhos, é verdade... mas vendo o que tenho neste momento: Amor, Saúde, Emprego, Casa, Comida, afinal não me posso apelidar de afortunado perante toda a miséria que existe no Mundo? Todos aqueles que nunca conheceram um destes atributos na sua pobre vida, mas que ainda têm a capacidade de ir buscar um sorriso para a câmara de um fotógrafo em busca "daquela" fotografia, não iriam olhar para o que aqui escrevo e ficarem totalmente indignados? Sim? Claro que sim!
Então... porquê?

- BL

domingo, 20 de janeiro de 2008

Fofos de Bacalhau

Cozinhar é um dos meus hobbies... de tempos a tempos, hei-de "postar" uma receitazita. Para começar, e até porque foi o nosso almoço de hoje, optei por uma das formas de cozinhar bacalhau, não fosse eu português! :) Então, aqui vai:

Fofos de Bacalhau

Ingredientes:
- 2,5 dl de água
- 80 gr de manteiga ou margarina
- sal (q.b.)
- 125 gr de farinha de trigo
- uma colher de café de fermento
- +- 3 ovos
- 1/2 posta de bacalhau (sem pele, sem espinhas e bem desfiado)


Colocar ao lume, num tacho, a água, a margarina e o sal (depende da posta de bacalhau, coloco sempre muito, muito pouco). Quando estiver a ferver, retirar do lume e fora deste, deitar toda a farinha com o fermento. Mexer muito bem com a colher de pau para ficar uma massa a despegar do fundo (+- sólida). Junta 1 a 3 ovos inteiros (depende da liquidez da massa), misturar bem, juntando 1 a 1.
A massa fica mais ou menos sólida, mas fofa. Juntar o bacalhau desfiado e mexer. Eu opto por colocar um pouco de salsa para dar mais sabor e colorido.

Com duas colheres de sopa, tirar pedaços para a fritadeira com o óleo a 175º. (Convém picá-los com um palito, para eles darem a volta.)

Et voilá!

- BL

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Outubro de 1582


Hoje deparei-me com esta curiosidade... já repararam no ano de 1582, nomeadamente no mês de Outubro? Não? É natural, só parvos como eu é que reparam. Não é bem verdade, foi mais por ter recebido um mail dum rapaz dos eua a perguntar o que era feito de Setembro de 1752, isto porque reparou nisto:É verdade, não é um erro informático... mas voltemos ano ínicio. É que o nosso mês de Outubro de 1582 (como todos se devem recordar...) é a de que faltam 10 dias! Ah pois é!
Tudo isto tem uma razão de ser, e passo a citar:

"[...]A forma de cálculo dos anos bissextos era, até Outubro de 1582, calculada de forma errada porque eram considerados anos bissextos todos os anos divísiveis por 4... Em Portugal e Brasil, a rectificação foi feita em 1582; nos EUA e Inglaterra a Reforma do Calendário só foi efectuada em Setembro 1752... Assim, no dia 15 de Outubro de 1582, Sexta-feira em Portugal e Brasil, era 05 de Outubro em Inglaterra e nos EUA !! O Calendário entre estes países só ficou coincidente em Setembro de 1752 quando a Inglaterra e os EUA decidiram (finalmente) fazer a correcção nos seus calendários...[...]"
in http://www.nossogrupo.com.pt/calendario/pt-en.htm

E pronto, está explicadinho. É só mesmo uma curiosidade.

- BL

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

De volta ao trabalho

A seguir a umas férias de qualidade nada melhor do que voltar ao trabalho numa segunda-feira... NOT! Tem ser, se não fosse o trabalho não havia dinheiro para as férias, portanto... não há que lamentar.
Isto hoje está a ser dificil, o que é compreensível, parece que a pessoa só sente saudades das férias que acabaram. Além de ter custado levantar-me cedo, está a custar passar o dia, agarrado ao computador a tentar "recolocar-me" no ponto em que estava.

Até ao escrever aqui não tenho aquela vontade... é estranho, tinha pensado em tanta coisa para escrever e agora resumo-me a esta insignificância. Enfim, pode ser que a vontade venha amanhã... ou depois!

- BL

domingo, 13 de janeiro de 2008

Chegado de férias

Pois é, cá estou de volta à minha casinha depois de uma férias merecidas, mas... já ando a pensar numa próxima ida! Tenho que aproveitar a época baixa para ter umas férias com maior qualidade, aproveitando promoções e etc.
As férias em Tavira correram bem, deu para passear, descansar... se bem que o descanso poderia ter sido maior, mas enfim, não me posso queixar assim tanto.
E pronto, amanhã é voltar ao trabalho com baterias quase carregadas e atitude positiva!
- BL

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

De férias em Tavira

Finalmente férias!!! E para começar o ano, nada melhor do que passar uns diazinhos numa Pousada de Portugal, tendo sido a eleita a Pousada do Convento da Graça. Escusado será dizer que a qualidade é bastante boa, o local é magnífico e estamos a escassos metros do centro da cidade. É recomendável, mas é um pouco carota para as carteiras portuguesas. A dica é reservarem através da internet e usar as promoções. Foi isso que fiz e saímo-nos bem. Aaahhh, agora é aproveitar o resto das férias. ;)

- BL

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Ano Novo...

vida nova? Não sei até que ponto é que este dito continua a fazer sentido. Quer dizer, no que diz respeito a novos aumentos de custos normais de uma familia portuguesa, sim. E o resto? No meu caso, é tudo igual... posso estar a ser pessimista, mas é a minha opinião. Não ligo muito à passagem de ano. Pronto, ok... comemora-se e tal, mas depois não volta tudo ao mesmo? Houve anos que me determinei a mudar de comportamentos, atitudes, mas ou fui eu que não tive força de vontade ou o esforço que fiz não foi apreciado e acabei por desistir. A partir daí, não liguei mais.

Não queria começar o novo ano a escrever algo assim, mas sinceramente, é o que me sai da cabeça para o teclado. De qualquer forma, desejo que este ano seja um ano de afirmação, mas sobretudo de equilibrio. Equilibrio financeiro, emocional e profissional, porque o ano transacto foi uma tristeza. A vós é o minimo que vos desejo, o máximo é o que espero que consigam!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Nostalgia

Apesar de manter sempre uma boa disposição, dou comigo de tempos a tempos a relembrar tempos passados... e normalmente isso acontece por causa de uma música que se refere a dado momento, a dada altura e que me transporta ao passado. Infelizmente, acabo por entristecer quer seja por sentir falta de alguém que já não se encontra entre nós, arrependimentos meus, coisas de amor, saudades de amigos e dos velhos tempos, mas sobretudo coisas que não fiz e que hoje sei que não vou fazer. Estas são as que mais custam... porque sei que deveriam ser coisas a fazer naquela idade, ou naquela altura. Eu tive uma infância/adolescência que nem sempre foi feliz. Passei praticamente a minha infância sozinho, brincava sozinho, jogava à bola sozinho, ia para escola sozinho. Só tinha dois amigos, e um deles era-me proibido contactar. Na adolescência, tive um grande choque ao mudar de residência, de escola, etc. Com isto tudo, vi-me quase sempre sozinho e acabei por entrar numa depressão. Ninguém ligou muito ao principio, depois quiseram-me meter num psicólogo, mas acabei por dar a volta à situação, mais uma vez sozinho. A seguir veio o 10º ano mas foi no 12º ano que finalmente me consegui libertar disto tudo! Tive uma turma fenomenal, onde fiz grandes amigos. Finalmente, com a entrada na faculdade, acho que soltei as amarras, e consegui colocar cá fora o verdadeiro eu! Com isso, obtive grandes resultados, sobretudo na amizade. Vale a pena sermos nós próprios!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Maurice Tillet

Maurice Tillet, foi quem inspirou a personagem de Shrek. Não acreditam? Então, leiam.
Shrek existiu, e falava 14 idiomas....O personagem de desenho animado que é sucesso em todo mundo foi criado a partir de uma máscara mortuária do francês Maurice Tillet. Poeta e ator, Tillet nasceu em 1903. Muito inteligente, falava 14 idiomas. Na adolescência, contraiu uma doença rara, chamada acromegalia,que causa a desfiguração de partes do corpo. A transformação para um quase "monstro" não o abateu. Ele emigrou para os Estados Unidos e converteu-se num profissional da Luta livre,com o nome de "Assustador ogre do ringue".
Lutou até quando pôde.

Morreu em 1954, aos 51 anos, de um ataque cardíaco. Pouco antes, seu parceiro de partidas de xadrez, Bobby Managain, pediu para fazer um lifecast ( máscara mortuária) dele. Tillet concordou e Bobby fez cópias em gesso da cabeça do amigo. Uma delas foi para o Museu internacional da Luta Livre, em Iowa. A outra foi parar no Hall of Fame do York Barbell Building para mostrar os primórdios das formas da luta livre moderna e do halterofilismo.
Foi esta réplica que serviu de modelo para a construção de Shrek.

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

O Natal

Eu gosto do Natal. Esta é a época do ano que mais anseio que chegue. Apesar de já não ser nenhuma criança, acredito na magia que esta festividade nos trás, mas isto leva-me a uma incongruência... eu não acredito... bom, não é bem isto... eu não acredito na religião católica, o que me deveria levar a pensar que o Natal é apenas mais um feriado como outro qualquer, mas eu não o festejo pela sua conotação religiosa. Festejo-o por ser uma festa de familia, um dia em que nos reencontramos todos à beira da lareira, a falar de quando éramos todos mais pequenos, de épocas passadas, de histórias engraçadas passadas em familia. Passar a consoada com a nossa familia, ver os pequenotes a lutar com a ansiedade da meia-noite, transporta-me sempre à minha infância, onde o meu avô se vestia de Pai Natal, e entrava em casa a fazer um grande barulho com as suas galochas, e nós (os pequenotes) aguardávamos em silêncio enquanto ele enchia os nossos sapatinhos com as prendas pelas quais tanto ansiávamos. São momentos que ficarão para sempre guardados com carinho e com a mesma felicidade que sentia na altura.

Quero só aproveitar para vos deixar o meu desejo de um Feliz Natal e que o possam passar com a vossa familia, num dia de fartura na mesa, mas mais essencial, de fartura de emoções e de "enchimento" de alma!

É claro que o nosso Natal nunca ficará satisfeito, pois infelizmente, há muitos que não o vão passar como nós, e são milhões de pessoas, homens, mulheres e crianças. Gostava muito que quem pode ajudar, ao invés de ficar numa posição de Tio Patinhas a observar o dinheiro da sua caixa-forte, contribuísse para que alguns desses milhões de pessoas tivessem um Natal mais feliz, senão uma vida mais feliz!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Primeiro post

Olá a todos e sejam benvindos ao meu blog. Espero que quem por cá passe se interesse pelo que escrevo, e quiçá faça deste blog um cantinho também seu.

Eu já tinha outro blog, mas infelizmente a liberdade de expressão é coisa que não existe, e apesar de uma das minhas qualidades ser a frontalidade, parece que sofro muito mais por isso do que se andar para aqui escondido, e por isso o meu anonimato. Também é essa a razão para o titulo do meu blog, afinal esta será a minha segunda vida, onde poderei expressar tudo o que quiser, sem ter que olhar por cima do ombro.

Bom... isto até já começa a cheirar a teoria da conspiração! :D

Divirtam-se e mais que tudo, tenham uma vida feliz, afinal só temos uma! (bom, eu tenho duas...)

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quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Pedras?

Olá amigas e amigos!

Para aqueles que ficaram interrogados com a frase que tenho no meu perfil, trata-se de um trecho retirado dum dos nossos génios contemporâneos. Deixo-vos com ele:

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e periodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vitima dos problemas e tornar-se autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é nao ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma critica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..." - Fernando Pessoa


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quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Muito a fazer

É verdade que já não venho aqui há muito, tenho andado um pouco atarefado. Trabalho é mais que muito e depois o tempo livre que tenho ou é passado com a Rita e com o Duarte, ou então em concertos e outras coisas "culturais" :D
No dia 8 deste mês fomos ao concerto da Mariza integrado no Cool Jazz Fest deste ano. Não sei o porquê da Mariza estar integrada num festival destes, pois jazz é coisa que não canta. Foi um bom concerto, foi a reedição de um espectáculo que ela deu no Royal Concert Hall com os amigos Carlos do Carmo, Rui Veloso e Tito Paris. Foi a primeira vez que ouvi fado ao vivo.

No dia 22 de Julho, fomos ouvir a Norah Jones, também integrado no mesmo festival mas agora com sentido. Gostei muito, e não fora a reclamação com a disposição dos lugares e a curta duração do concerto, teria-lhe dado 4*. De qualquer forma, a voz é excelente e a música é boa, não, não é a música, é mesmo a música! Perceberam? Não?... ok
E pronto, posto isto volto ao trabalho.

- BL

quinta-feira, 5 de julho de 2007

O meu Avô

O meu avô, se hoje fosse vivo, faria 93 Primaveras. Infelizmente, ele deixou-nos em 1998... deixou-nos não, pois ele vive em mim. Ele foi, é e sempre será o meu melhor Amigo, o meu Educador, sempre presente, sempre a acompanhar-me na minha evolução como pessoa. É ele o grande responsável da construção do meu carácter, tal como sou hoje em dia. Nunca tive oportunidade de lhe dizer o quanto ele é importante para mim, e o quanto eu o amava. Aproveito para o dizer aqui, sei que ele está e sempre estará comigo até eu deixar este mundo, mas preciso de o dizer/escrever.
Avô,
obrigado por me teres transmitido tudo aquilo que me transmitiste, por me fazeres feliz com as coisas mais simples da vida, por me teres ajudado na construção da minha vida e da minha pessoa. Transporto-te comigo para onde quer que eu vá, e nunca deixarei de pensar em ti e como foste comigo. Obrigado! Bem hajas, onde queres que estejas, sei que estás bem e a olhar por nós. Um Grande Abraço deste teu neto, Nuno. Recordar-te-ei para sempre.
Aproveito para deixar aqui um trecho de uma música: (In Loving Memory - by Mark Tremonti)
Thanks for all you've done
I've missed you for so long
I can't believe you're gone
You still live in me
I feel you in the wind
You guide me constantly

I've never knew what it was to be alone, no
Cause you were always there for me
You were always there waiting
And will come home and I miss your face so
Smiling down on me
I close my eyes to see

And I know, you're a part of me
And it's your song that sets me free
I sing it while I feel I can't hold on
I sing tonight cause it comforts me

I carry the things that remind me of you
In loving memory of
The one that was so true
Your were as kind as you could be
And even though you're gone
You still mean the world to me

And what you did you did with feeling
And You always found the meaning
And you always will

- BL

quarta-feira, 4 de julho de 2007

O concerto do ano


Minhas amigas e meus amigos,

na passada quinta-feira fui ao melhor concerto da minha vida, e tal como vos tinha dito aqui venho contar-vos o que aconteceu.

Bom, apesar de termos saído tarde, o melhor deste ACT I do Super Bock Super Rock 2007, estava reservado para o final e por isso nada nos preocupava em perdermos um ou outro grupo, mas... o problema foi que para chegar ao recinto foi um atraso de vida! Primeiro, foi o transito na 24 de Julho, depois foi o estacionar (que até não foi muito complicado) e finalmente... o entrar... enfim. Antes de entrarmos, ainda estivémos à espera da Andreia (ao som de Joe Satriani) que não acertava com o sítio onde estávamos.
Felizmente, ainda conseguimos ver parte do concerto do grande Joe! Grandes malhas que este gajo toca... e é um gajo que delira à grande enquanto lida com a sua musa, vulga guitarra.
E eis que acaba o concerto de Joe S. e toca a ir o pessoal morfar... o problema é que não fomos só nós a lembrar-mo-nos disso e até conseguirmos a bela da bifana e da jola foi um ver se te avias! Lá conseguimos comer já ao som do sound test dos nossos deuses metaleiros!

Lá fomos então para o recinto do palco e assim que chegámos começámos a ouvir o Ecstasy of gold, a música de arranque do concerto dos Metallica já de há alguns anos para cá! A partir daqui, parece que não estava ali, estava lá no alto a ouvir os senhores que me influenciaram desde 1986!
O concerto teve o seguinte alinhamento:

(Intro) Ecstasy Of Gold
Creeping Death
For Whom The Bell Tolls
Ride The Lightning
Disposable Heroes
The Unforgiven
...And Justice For All
The Memory Remains
The Four Horsemen
Orion
Fade To Black
Master of Puppets
Battery
- - - -
Sad But True
Nothing Else Matters
One
Enter Sandman
- - - -
Am I Evil?
Seek and Destroy

Não vou comentar muito mais, pois não há palavras para descrever o espectáculo que foi e as emoções que senti. Foi o concretizar de um sonho que já vem desde os meus tempos de adolescente. Tendo já perdido 4 concertos cá em Portugal, não quis deixar passar esta em claro. Ter estado com os Metallica ali mesmo à minha frente a ouvi-los tocar, a falar connosco foi demais! São uns Senhores! Nunca mais me irei esquecer deste concerto!
Deram-nos quase 3 horas de concerto! No final, o James veio-nos dizer que só iriam tocar mais uma música, o Seek And Destroy, mas nós queríamos era que aquilo não acabasse. Ainda me lembro do gajo, quando começou a ouvir assobios por só irem tocar mais uma música "Don't get greedy now...hahahaha" "Yeah James, play some 5 more!"

Quando acabou, cada elemento da banda veio agradecer ao público, onde alguns ainda o fizeram em português. Espero que voltem brevemente, pois eu vou fazer de tudo para lá estar outra vez!

Obrigado James, Kirk, Lars e Robert! Bem hajam!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

É Hoje!!!!


É hoje!!!! É hoje!!!

Finalmente, e após 21 anos a adorar a banda e vários concertos perdidos, comprei o bilhete para os Metallica! Ah pois é, estou com uma pica danada!!! Não se nota, pois não? :D
Espero que seja mais um concerto ao estilo deles, e que o pessoal se divirta à farta!Amanhã, espero poder estar em condições só para vos dizer como foi.

Abreijos!

- BL

terça-feira, 12 de junho de 2007

D. Afonso Henriques

Olá Amigos e Amigas.

Acabei agora de ler a biografia de D.Afonso Henrique, escrita por Diogo Freitas do Amarala, e o que é que me fica retido? Que me soube a pouco. Obviamente que adquiri informação ao lê-la, mas fica sempre aquele sentimento de querer mais e mais, sobretudo a quem (como eu) está sempre ávido pela nossa História, sobretudo pela época medieval, pelos costumes do povo, pelas batalhas, pelos confrontos políticos, etc.
Talvez seja um dos muitos "bichinhos" que o meu Avô Emidio me passou, mas é um bastante saudável.

Só queria deixar uma palavrinha ao Sr. Oliveira Martins que definiu o nosso Bom Rei como sendo "[..] medíocre, brutal e pérfido [...]". Eu acho que este senhor devia ser fuzilado, no mínimo, mas como não quero que me apelide de brutal, então que lhe seja apenas administrado um pau aguçado pelo recto acima e que seja colocado sobre brasas quentinhas, nada de fogo... que isso é muito rápido.

Ora, no que respeita a medíocre... bom, ele foi só quem fundou um país, neste caso, o nosso. Partiu de uma terreola que até essa teve que lutar pela sua posse, e transformou no (quase) Portugal de hoje em dia, exceptuando os Arquipélagos e o Algarve ... que mesmo hoje em dia, trata-se de terra estrangeira. Em relação ao brutal, bom... nos tempos que decorriam nessa altura, era engraçado a pessoa ser ligeiramente mais branda, parece que estou a ver o nosso guerreiro em plena batalha contra os sarracenos: "Olha, desculpa lá, mas vou ter que te trespassar com esta faquinha de metro e meio, vais ver que não dói nada, sim? Eu depois ajudo-te a deitar e ficas a dormir, está bem? Pronto, já está, vê, não doeu nada." Em relação ao pérfido, confesso que tive que ir ver a palavra ao dicionário:

pérfido


do Lat. perfidu

adj.,
que falta à fé jurada, à palavra;
traidor;
desleal;
aleivoso;
que revela traição.

Sim senhor, ora aí está um perfeito adjectivo para o Homem... traidor. Sim, é verdade que ele quebrou alguns tratados, mas bolas... foram tratados feitos com espanhóis e mouros, logo são à partida tratados para serem quebrados! Realmente não compreendo estas definições mas enfim.

Queria apenas deixar o meu muito obrigado ao Homem D.Afonso Henriques por ter sido um guerreiro astuto, corajoso e diplomata, quando era preciso, e assim ter fundado uma nação, pelo qual me orgulho de ser Português!

- BL

quarta-feira, 9 de maio de 2007

De volta ao activo!

Olá amigas e amigos!!

Pois é verdade, aqui o vosso amigo está de volta ao activo! Afinal não tive assim tanto tempo de férias, passados 5 meses já tou agarrado ao trabalho. É assim, quando procuramos, alcançamos! ;)

Estou agora numa empresa de Consultoria em Meio Rural, o que na verdade não é muito diferente do último sitio por onde passei, afinal estava rodeado pessoas que bem podiam ser rotulados com nomes de animais e vegetais deste meio tão nosso conhecido... só que agora posso confiar totalmente nos que me rodeiam...

Bom, obviamente que isto só serve a quem quer que sirva, porque felizmente deixei muitos amigos e amigas de quem sinto saudade, como é óbvio, mas a vida continua e julgo que as mudanças são sempre para melhor, nunca para pior! Pelo menos, é assim que penso.
Deixe-vos de momento, não sei até quando... já há muito que aqui não vinha.

Beijocas e abraços a quem de direito!

- BL

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Sentes-te "inconscientemente" desmotivado no trabalho?

Sentes-te desmotivado, triste ou com baixo rendimento no trabalho?

Não te preocupes mais! Os teus colegas tratam disso rapidamente.
Como? É fácil. Sabes como funcionava a escolinha quando tinhas apenas 6 anos de idade? Sim, quando "pensavas" que te portavas um bocado mal e os teus colegas faziam queixin..., desculpem, faziam questão de avisar a professora do teu comportamento? (Apenas para teu bem, claro.) Até porque havia muito orgulho em ter-te como colega, não tinha nada a ver com dor de cotovelo, ou pura competição do tipo "passo por cima de todos para chegar ao topo", não, nada disso.

E quando a tua professora, ao invés de vir falar contigo, (a marota) ia logo falar com a directora para que ela investigasse o assunto? Não te lembras? Mas é claro que sim!

E quando finalmente eras chamado para ir ao gabinete dela, perguntavas aos teus queridos coleguinhas: "Sabem de alguma coisa para eu ser chamado ao gabinete da directora?" e eles respondiam: "O quê? Não... achas?", mas na verdade sabiam, os taralhocos... eles só te queriam era fazer uma surpresa e tu ias estragando tudo... ai ai!

É tão bom quando finalmente és colocado frente a frente com a directora, e ela sempre afável, comunica-te finalmente o que o professor lhe tinha comunicado, que por sua vez, lhe tinha sido comunicado pelos teus queridos coleguinhas... é tão reconfortante saber que o que pensam de ti é exactamente aquilo que tu pensas... Que realmente és esforçado e que apesar de não teres tido o apoio necessário, consegues chegar onde outros chegam. Claro, sempre com a ajuda imprescendível dos teus colegas que coitados, têm tanto que fazer que raramente te ajudam, mas conseguem sempre passar uma boa palavra acerca de ti à tua professora. É um conforto tão grande quando tens colegas assim, ... ai, faz lembrar aquele sentimento de quando estás a cagar, e finalmente aquele cagalhão que parece que está preso com unhas e dente ao teu querido e virgem reguinho, acaba por sair. Não é reconfortante? Claro que é!

Pois é, isto parece mesmo que voltamos à nossa escolinha. É engraçado observar a vida a dar as suas voltas e verificar que afinal a escola ensina-nos muitas coisas. Verificar que existem muito adultos a viver como meninos na sua escolinha, com as suas dores de cotovelo, os tais queixinhas, os chamados "amigos-da-onça", e aqueles que sonham um dia chegar a director de turma.

Bom, o único pormenor é que tu na escolinha, fazias-te parvo e mais dia, menos dia, apanhavas o gajo que injustamente se queixou de ti e davas-lhe um tratamento à bela moda antiga.

Agora, infelizmente, se fizermos isso somos presos... e depois, deixamos de ter aquele efeito reconfortante ao cagar... e o nosso reguinho já não é tão virgem... ou então, acabas no olho da rua, o que vai fazer com que deixes de sentir novamente o tal conforto ao cagar. Bottom-line, amochas, finges que está tudo bem e esperas pela próxima paulada! Sim, porque eles "andem" aí!

Desculpem a linguagem, ou qualquer atributo ofensivo que tenha usado, mas hoje... tou-me a CAGAR!

Ao menos, sinto conforto...

- BL

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Mái nada

Com franqueza

Que se lixe

MIGUEL ESTEVES CARDOSO


Pronto. Que se lixe. Levem lá a taça, que a gente continua cá, se não se importam. Vamos ali fazer um piquenique com os alemães e voltamos já.

Poça, já se sabia que tinha de ser com o raio dos franceses e que Portugal jogar mal ou bem seria irrelevante. Mas tanto?! A ironia, muito francesa porque é daquelas pesadas e óbvias que não têm graça nenhuma, é que Portugal jogou muito bem e a França não jogou nada. Aliás, quanto melhor jogava Portugal, mais aumentava a probabilidade da França ganhar. É azar. É esse o termo técnico, exactamente.

Não foi só o árbitro, embora este tudo tenha feito para ser a estrela principal da partida. Não, é o azar que os franceses dão. Mesmo quando estão cabisbaixos e amedrontados, cheios de vontade que o tempo passasse e os poupasse, dão azar.

E porquê? Porque os portugueses também dão azar aos franceses, coitados. Dão-lhes o azar de pô-los a jogar mal. E o azar de fazerem figura de tontos e medricas. Os franceses também não mereciam tal azar. Tanto mais que cada jogo com eles traz uma vingança pré-fabricada: depois desta meia-final, já ninguém poderá dizer que Zidane e os "bleus" renasceram milagrosamente. Onde? Quem? Não, o milagre foi só um: o de não terem perdido.

Em contrapartida, os franceses dão aos portugueses o azar de perder. Bonito serviço. Assim não dá gosto; não se pode trabalhar; nem há condições para jogar; é escusado. E quando jogarmos outra vez com os franceses, vai acontecer a mesma coisa. O azar existe e o azar reincidente e metódico, no caso da França, existe mais ainda. Antes fosse ao contrário? Talvez não. Mais vale perder como perdemos, a jogar como campeões, do que ganhar a jogar como os franceses, como perdedores natos, receosos e trapalhões, sem saber o que se passa ou o que se vai passar. Fizeram má figura e ganharam. Que os italianos lhes sejam leves!

Dirão uns que não faz mal, que já foi muito bom chegarem às meias-finais. Mas não é verdade. Para chegarem às meias-finais foi preciso pensarem que podia ser campeões do mundo. E agora custa um bocadinho - um bocadinho nobre e bonito mas muito custoso - voltar atrás. Se a esplêndida selecção portuguesa tivesse pensado que bastaria chegar às meias-finais nem tinha ganho ao México e muito menos à Holanda e à Inglaterra.

Foi bonito saber, como ficou sabido e comprovado, que não é assim tão difícil Portugal ser campeão do mundo. O próximo Mundial, em 2010, parece muito mais apetecível por causa disso. É ganhável - como era este. Não se pode subestimar a segurança que o Mundial 2006 trouxe à selecção. Já não se pode falar em sonhos como se fossem delírios. Não: os sonhos agora passaram a objectivos, altamente práticos e alcançáveis. É obra.

Portugal já não é o "outsider" que era nos primeiros dias do mês passado. Por muito que isso custe aos detractores e inimigos (que utilizaram esse estatuto marginal para nos marginalizar ainda mais), a partir de agora Portugal é não só um campeão potencial como um campeão provável.

Tanto crescemos que finalmente ficámos crescidos, adultos, senhores. É bom que os outros senhores do futebol comecem a habituar-se à presença e à ameaça constantes dos novos senhores. Porque os antigos menininhos portugueses, que eram tão giros e que tanto jeitinho davam, desapareceram para sempre.

Este Mundial já está ganho. Que se lixe. Venha outro


- BL